fanzines de banda desenhada

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

Fanzineteca UzineFanzine



No dia 4 de Fevereiro, já amanhã, vai inaugurar-se em Coimbra, nas instalações da Associação Arte à Parte, situada no Arco do Almedina, uma fanzineteca, que vai ter o nome de Fanzinoteca UzineFanzine.

Tive conhecimento da novidade através de uma notícia da Lusa, e reconheço que se trata de uma iniciativa notável.

Pelo que li, a ideia de criar este equipamento dedicado em exclusivo aos fanzines partiu de dois fãs de zines, Fernando Ferreira - responsável pelo blogue UzineFanzine, para o qual tenho um link neste meu blogue - e Nuno Loureiro, editor de um extinto fanzine, o Vortex.

Curiosamente, embora o bloguista Fernando Ferreira saiba da minha existência, enquanto bloguista e fanzinista, visto que até já fez referências a fanzines meus no blogue UzineFanzine-, não fui contactado para fornecer exemplares de fanzines por mim editados (e já tenho a meu crédito catorze títulos, desde o Eros ao Efeméride) - destinados ao acervo que irá ficar ao cuidado da citada associação.

Estes dois entusiastas decidiram constituir um arquivo sob o formato de biblioteca, a que deram o nome de Fanzinoteca (*) - que será a primeira do seu género em Portugal -, localizada na sede da citada associação cultural, onde haverá espaço para a conservação de mais de mil exemplares, que faziam parte do acervo dos dois coleccionadores citados, e que abrange variadas temáticas, desde a banda desenhada à poesia, passando pela música, pela política e até pela culinária, não esquecendo decerto a ilustração.

Este equipamento irá ser inaugurado com a presença de especialistas, editores e entusiastas - segundo reza a nota distribuída pela RTP Notícias -, e haverá também o lançamento de um novo fanzine, intitulado Ricardo, realizado no âmbito de um evento chamado "Risca, Corta e Cola", certamente levado a efeito em Coimbra.

 (*) Se o Cinema tem uma Cinemateca, o fanzine deveria ter uma Fanzineteca (o livro, cujo vocábulo deriva de biblio, esse é que, naturalmente, deu azo à palavra Biblioteca). 

Não estou a inventar nada, o vocábulo correcto até já existe. Veja-se:


                         Twitter / fdacma: adelanto de la fanzineteca ...
  1. https://twitter.com/fdacma/status/96700623776530432Em cache
  2. adelanto de la fanzineteca en fbk http://t.co/ebfGSXd.
  3. Los origenes de la fanzineteca on Twitpic

    twitpic.com/6iu5l3Em cache - Traduzir esta página
    10 Sep 2011 – Los origenes de la fanzineteca. arrow. name. twitter username. @reply to tagged user. Hide map and return to photo. Los origenes de la ...
  4. fdacma : llego el fanzine Cabeza a la fanzineteca gentileza Ivan ...

    twicsy.com/i/dGCWQEm cache - Traduzir esta página
    RSS Feed · @fdacma llego el fanzine Cabeza a la fanzineteca gentileza Ivan Rosado http://t.co/sgARdh3a - 2011-10-07 22:01:07 ...
  5. ABC comemora Dia Mundial do Fanzine
    www.overmundo.com.br/.../abc-comemora-dia-mundial-do-fanzineEm cache
    28 abr. 2011 – Além de ser exposto no evento, o material recebido entrará para o acervo do Projeto OFICINATIVA e participará das andanças da fanzineteca ...

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Cleópatra - (Fanzines de 2011, 2010 e 2009)

Um fanzine totalmente dedicado ao Cinema, através de filmes transformados em bandas desenhadas, como é o que acontece no "Cleópatra", é bastante invulgar - confesso que neste momento não me lembro de nenhum outro.
Mas nos fanzines tudo é possível, tudo é permitido - é uma das grandes qualidades deste tipo de magazines amadores.

E Tiago Baptista, seu editor e autor das respectivas bandas desenhadas - por conseguinte o faneditor que se subdivide em ambas as tarefas é um editautor -, apesar de muito jovem, tem visto muitos filmes, não sei se sempre por obrigação, mas neste caso, dos que trata neste seu zine, foi exactamente por isso, porque trabalhou num cinema dum centro comercial das Caldas da Rainha.(*)

Em resultado dessa experiência, meio laboral, meio cultural, Tiago aproveitou para realizar quatro bandas desenhadas, cada uma delas dedicada a um filme e, de certa maneira, a um realizador - François Truffaut, Manoel de Oliveira, Andrei Tarkovski e Ingmar Bergman.

(*) Como diz Tiago Baptista no editorial: "(...) Um trabalho tão digno como qualquer outro, tão normal como qualquer outro, tão mal pago como qualquer outro, com um patrão tão sacana como qualquer outro(...)"

Cleópatra #5 - Subtítulo: "Oh meu Deus! É o fim do Cinema" - Dezembro 2010 - Editor: Tiago Baptista - Formato do fanzine: A4 - Capa e contracapa, e miolo de 28 páginas / Local da edição: Caldas da Rainha, Lisboa, Leiria
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Na primeira imagem que ilustra este poste está a capa do fanzine, onde se podem distinguir os rostos de quatro realizadores cinematográficos:

Andrei Tarkovski, Manoel de Oliveira, François Truffaut e Ingmar Bergman
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Escreve o faneditor, com ironia e bom-humor na contracapa: "O fanzine com o nome mais parolo - Oh meu deus! é o fim dos fanzines".
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Terça-feira, Janeiro 10, 2012

Gambuzine (Fanzines de 2011, 2010 e 2009)


Gambuzine é um dos fanzines de banda desenhada mais importantes nos tempos recentes do fanzinato português, impondo-se pela constância na qualidade gráfica, bem como pelo elevado nível da maioria dos colaboradores, nacionais e estrangeiros.
Com o Gambuzine fica exemplificado, de forma concreta, que um fanzine não tem de ser, necessariamente, uma publicação modesta no que concerne ao nível de apresentação gráfica, ou à qualidade do material em que é executado.

Esta é uma ideia muito arreigada na generalidade das pessoas não pertencentes ao fanzinato, mas errónea. Porque, quem vai anualmente a Angoulême sabe, desde há muitos anos, que no espaço dedicado aos fanzines e restantes edições independentes do mais importante festival europeu de banda desenhada, se encontram magazines - feitos por amadores ou associações amadoras - impressos em offset e com o ISSN legal, o que não lhes altera o orgulhoso estatuto de fanzines, tão depreciado por alguns jovens editores amadores portugueses, que preferem chamar revistas (como se revista tivesse estatuto superior a fanzine, é apenas diferente!) às suas edições de publicação irregular e escassas tiragens, características bem marcantes dos fanzines. Em Angoulême, apenas nos casos em que a edição está a cargo de pequenas editoras independentes, é invocada a expressão "revista alternativa".

Voltando ao Gambuzine: a editora e autora (editautora, neologismo de que julgo ter sido o criador) Teresa Câmara Pestana que realiza, como sempre, as diversas tarefas (editora do zine, autora de BD, tradutora e legendadora), acumula neste número ainda uma outra valência: a de entrevistadora.
Wittek, aliás Thomas Wittke, ecléctico autor alemão, é o entrevistado, que, nas respostas às bem achadas perguntas, discorre acerca das vanguardas bedéfilas e a escassa valorização relativamente à BD humorística, define banda desenhada elitista, e refere o fanzine Strapazin como paradigma daquilo a que chama "bd arte", que chegou também a ser conhecida por "bd strapazin" na cena bedéfila alemã. Acrescenta ele que a dimensão da BD alemã, comparativamente com as americana, francesa, holandesa e italiana, é relativamente pequena.
Para além da surpresa, para mim, por ver citado, entre os mais importantes na Europa, o panorama da BD na Holanda, considero que há pontos de contacto na dimensão e projecção da BD entre Portugal e a Alemanha. E até nos primórdios há semelhanças: no mesmo século XIX, houve em Portugal um precursor - Rafael Bordalo Pinheiro - e outro na Alemanha - Wilhelm Busch. Não sei se Wittek terá também constatado este pormenor.
Seja como for, tem mesmo muito interesse esta iniciativa, que vai ter continuidade, de a Teresa entrevistar os colaboradores do Gambuzine, o que mais diversifica o conteúdo do notável fanzine.

Outro factor que valoriza este zine é haver, como de costume, um espaço (duas páginas) destinado à apresentação dos colaboradores, sendo que vários deles se auto-apresentam em mini-autobiografias, como acontece com a própria editautora.

Um aspecto negativo: os textos, desde a entrevista às legendas dos balões, estão pejados de gralhas e até erros ortográficos, pormenor tanto mais de estranhar quanto é indiscutível o abrangente nível cultural da editautora (a qual detesta que seja destacado este pormenor, considerando-o supérfluo).

Outro aspecto negativo é a ausência de ficha técnica, o que desagrada em especial aos estudiosos e coleccionadores, dificultando, no futuro, a realização de uma completa análise a quem se debruçar sobre o fenómeno fanzinístico em Portugal.
Todavia, para tentar suprir a lacuna, elaboro eu a


Ficha técnica

Gambuzine
Editora: Teresa Câmara Pestana
Periodicidade: Anual
Nº 2 (2ª série)
Data: Dezembro 2009
(Nota do bloguista: apesar da data acima indicada constar no topo da página 2 do fanzine, este foi realmente finalizado em Julho 2010)
Tiragem: Não indicada
Formato A4
Capa e contracapa em cartolina preta
Miolo: 100 páginas em papel branco "couché"
Preço: 7€
Editora: Teresa Câmara Pestana
Endereço físico:
Apartado 67
3200-909 Lousã


Autoria das imagens que ilustram o presente "post" (de cima para baixo):
1.Teresa Câmara Pestana - Capa
2. Teresa Câmara Pestana - bd
3. Wittek
4. Wittek
5. Wittek
6. Axel Blotevogel
7. Sónia Oliveira
8. Pedro Rocha Nogueira
9. Birgit Weyhe
10. Schmico
11. Anna Backer

Endereço electrónico:
gambuzine@hotmail.com
Endereço do site:
http://www.gambuzine.com/

Sexta-feira, Abril 30, 2010

Os fanzines, vítimas do vírus da iliteracia






Apesar de o primeiro fanzine português, o Argon, ter surgido em Janeiro de 1972, continua a haver sempre quem pergunte "o que é um fanzine", quando se escreve ou se fala sobre o assunto.

A definição é simples: é um magazine editado por um (ou uma) fã.

Ou seja: é um magazine amador, sem fins lucrativos, feito por um (uma) entusiasta de qualquer tema: banda desenhada, ilustração, música, cinema ("gore", em especial), ficção científica, poesia, enfim, qualquer tema pode ser tratado num fanzine, embora, incontestavelmente, a BD seja o tema de maior projecção.

O neologismo surgiu pela contração da palavra fan com zine, a última sílaba de magazine.

Mas, com frequência, a pergunta hoje em dia é feita da seguinte maneira: "O que é uma fanzine?".

Isto é: mesmo não sabendo do que se trata, a maior parte das pessoas (especialmente os mais jovens) começa logo por, erroneamente, adoptar o género feminino.

Tem a ver com a citada deturpação muito em voga, desde há uns anos, o texto escrito por mim e publicado no fanzine açoriano Transform/Ar-te, editado em Angra do Heroismo, Ilha Terceira, pela Associação Cultural Burra de Milho.

É esse texto, afixado no topo deste "post", cuja leitura agradeço que seja feita pelos visitantes do blogue. (Apesar de o texto em imagem parecer pouco nítido, como muito bem sabem bastar-lhes-á clicar-lhes em cima, os textos ficarão com um corpo suficientemente legível! Mas se acharem esse aumento insuficiente, mantenham o cursor sobre a imagem até aparecer um ícone parecido com uma lente, com um sinal + dentro do círculo que representa a lente, ou um outro de formato quadrado cor de laranja, com uma seta azul oblíqua em cada ângulo, no canto inferior direito; cliquem sff sobre este quadrado e a imagem aumentará para o dobro).

Apelo aos meus amigos:
1) professores/as Rui Zink (tb libretista operático, romancista, autor de BD e estudioso da matéria, com livro publicado), José Eduardo Rocha (tb músico operático e com breve experiência como autor de BD), Luís Diferr (tb autor de BD e ilustrador), Antero Valério (tb autor de BD/cartunista), Paulo Guinote (tb argumentista e bloguista), Manuel João Ramos (tb autor de BD), Bruno Silva (tb autor de BD);

2) professoras/professores que apreciam BD, Helena Feliciano, Rezendes Costa, Maria do Carmo, Clara Botelho, Fernanda Azevedo e Teresa Chaby, e ao professor/fanzinista/bloguista Paulo Guinote;
3) autores de BD que fazem palestras, "workshops", oficinas, ateliês:
José Ruy (este quase com o dom da ubiquidade), Pedro Leitão, José Abrantes, Paulo Monteiro, Paulo Patrício, Mário Freitas, Marcos Farrajota, Paulo Marques, Phermad, João Mascarenhas, Diniz Conefrey;

4) professores do curso universitário de BD e Ilustração na ESAP/Polo de Guimarães, Pedro Vieira Moura, Marco Mendes, Miguel Carneiro, Pedro Nora, Isabel Carvalho;
5) autores de BD/profes de BD e Ilustração no AR.CO, Nuno Saraiva, Daniel Lima, Jorge Nesbitt, João Fazenda, Filipe Abranches;
6) autores de BD/Ilustração, profes na ESBAL, Zepe e Richard Câmara;
7) e a todos/as professores/as que leiam este "post",
que me apoiem na defesa do ponto de vista linguístico correcto, sempre que ouvirem alunos a usar a citada versão errónea, não facilmente erradicável, hélas, porque faz parte da moda oral jovem...
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Permito-me lembrar (peço desculpa a quem sabe) que os textos que aparecem reproduzidos do fanzine, no topo deste poste, ficarão ampliados e legíveis, bastando clicar-lhes em cima.
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Artigos acerca de fanzines, em datas posteriores,
no blogue
Divulgando Banda Desenhada
8 Ag.2010 - Gambuzine (ver em http://divulgandobd.blogspot.com)

Domingo, Abril 11, 2010

Vomit Core - Fevereiro 2008

O primeiro fanzine com colesterol alto, qual "a fanzine", qual "colestrol".

Infelizmente, a língua portuguesa leva estes pontapés de gente que até tem graça a desenhar, mas a escrever...
Acerca da errónea utilização do feminino no substantivo masculino fanzine, afixarei um dia destes um "post" com o seguinte texto:
"Os fanzines, vítimas do vírus da iliteracia"




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Mais um fanzine de 2008 - o "Vomit Core" - mais um faneditor recém-chegado ao pequeno mundo fanzinístico, de que só ontem soube da existência.
É dum melómano, fala sobre música electrónica, elogia Otto Schirach, mas também tem BD (duas bandas desenhadas).
Donde classifico o zine como sendo misto, ou, de outra maneira, "um fanzine sobre tema diferente mas que também inclui banda desenhada".
Depreende-se que quero dizer - como já o fiz outras vezes, noutros sítios, peço desculpa a quem já me tenha lido nessas ocasiões - que há mais classificações, no total de três:

1) Fanzines de banda desenhada - os que são totalmente preenchidos com bandas desenhadas;
2) Fanzines com banda desenhada - os que se debruçam sobre um qualquer tema mas que incluem também bandas desenhadas;
3) Fanzines sobre banda desenhada - os que apenas incluem textos sobre BD (críticas, notícias de novas edições, biografias de autores ou personagens, entrevistas com autores, ensaios sobre obras, estudos sobre a Figuração Narrativa).

Ainda há pouco aqui mencionei - "post" de Março, 12 - um fanzine também editado por fãs da área da música, que tinha sido invadido por esse estranho vírus de usar o género feminino para o respectivo fanzine, em vez do já antigo masculino, naquele caso o Evasão zine.
No texto que então elaborei, falei dessa deturpação originada há uns quinze anos justamente em fanzines dedicados à música, cheios de erros ortográficos crassos (á em vez de à, estáva-mos em vez de estávamos, etc.).
E eu pensava: este pessoal sabe muito de música, mas na língua portuguesa têm muitas deficiências, e ainda por cima andam a escrever a fanzine, uma fanzine, ou seja, a transformar o género dos fanzines, cuja origem está no conceito de "um magazine editado por um, ou uma fã", daí que, em 1940, o criador do neologismo tenha feito a contracção da sílaba inicial da palavra fanático com a última sílaba de magazine.

Pois o faneditor Rudolfo preenche os dois maus requisitos, altera o género deste tipo de publicações amadoras - escreve na capa "a primeira fanzine", e faz vários erros ortográficos:
1) "Colestrol" (na capa), em vez de colesterol (e é escrito à mão, não foi falha na teclagem do computador);
2) "Príncipio" (no editorial) em vez de Princípio;
3) "Eletrónica" (no artigo sobre Otto von Schirach) em vez de Electrónica - e não acredito que já esteja a respeitar o acordo ortográfico.

Quanto ao resto, até tem algum nível, quer na apresentação, simples mas com gosto estético bastante aceitável (a capa dupla, apesar de não ser ideia inédita, denuncia imaginação), e as bandas desenhadas demonstram talento e têm originalidade)
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Vomit Core
nº 1 - Fevereiro 2008
Formato A5 - 16 páginas a p/b
Tiragem: 50 exemplares numerados
Editor: Rudolfo
Local da edição: não indicada

Quinta-feira, Março 25, 2010

Tertúlia BDzine - Temas já editados neste fanzine








Em cima:
"Xatoman Vigia" é o título da banda desenhada da autoria de Álvaro, em oito pranchas, caso esporádico neste fanzine (*), sendo o miolo a preto e branco e a capa a cores, integrada no tema Super-Heróis no Ano 3000
in Tertúlia BDzine nº 50 - Dezembro 2001
(*) O fanzine Tertúlia BDzine é constituído habitualmente por apenas quatro páginas A4 (por se tratar de uma folha A3 dividida ao meio).
Relembro que se trata de um zine de distribuição gratuita na Tertúlia BD de Lisboa.
O TBDz é aperiódico, mas nos tempos mais recentes tem sido praticamente mensal.

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Uma bd de Pedro Morais, a iniciar o tema 3001 Odisseia no Futuro (in Tertúlia BDzine nº 39 - Jan.2001)

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Tal como diz no rodapé da capa do Tertúlia BDzine (nº 33 - Junho 2000), "o presente número deste fanzine presta homenagem ao Spirit, criado por Will Eisner há 60 anos, em Junho de 1940".
Portanto, neste caso o tema é Homenagens em BD




Separata incluída no fanzine Tertúlia BDzine nº 33, datado de Junho 2000, com um texto em 4 páginas (aqui estão as duas primeiras) da autoria deste bloguista/escriba, que, tal como a bd da autoria de Mota, é dedicado à personagem Spirit
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Capa e as quatro páginas do nº 29 (Janeiro 2000) do fanzine Tertúlia BDzine, mais uma separata a cores, exemplar dedicado ao tema Super-heróis no Ano 3000, com uma banda desenhada da autoria de Mota (Pedro Mota, sim, o mais activo colaborador do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora)

Na página 4 do TBDz nº29 vêem-se duas personagens: quem me conhece sabe que uma delas sou eu; a outra é João Paulo Cotrim, na altura director da Bedeteca de Lisboa

Separata incluída no fanzine Tertúlia BDzine nº 29, datado de Janeiro 2000, com uma bd da autoria do português Micky, ilustrador-autor de BD, e legendagem realizada por este bloguista/escriba
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Há ilustradores autores de banda desenhada - já tenho usado a expressão de "banda-desenhistas", o meu confrade Luiz Beira usa-a com frequência, mas não usa hífen, escreve "banda desenhistas" - que me perguntam, de vez em quando, quais são os
temas que podem tratar em BD para colaborarem no meu fanzine (aperiódico) Tertúlia BDzine
(o qual, iniciado em Janeiro de 1992, atingiu, em Fevereiro de 2010, o nº 147, o mais recente até agora).
Costumo remetê-los para um "post" anterior deste blogue, onde está a lista dos temas em vigor no TBDz.

Mas resolvi facilitar-lhes a resposta, expondo-a aqui de novo, além disso devidamente actualizada.
Ei-la:

1. Admirável Mundo Novo?
2. As guerras do nosso descontentamento
3. Autor de BD a contracenar com o seu herói
4. Batalhas do Futuro
5. Biografias em BD de escritores
6. Cenário: Lisboa
7. Cenas Bizarras
8. Cenas da História de Portugal
9. Cenas do Quotidiano
10. É Natal, ninguém leva a mal
11. Espada e Feitiçaria
12. Eu não creio em bruxas, mas que as há, há... na BD
13. Gato na BD, O
14. Homem versus Robô
15. Homenagens em BD - a Dick Tracy, a Robert Howard e suas personagens, a Spider Man, Spirit, Tintin, etc.
16. Humor e/ou sátira social
17. Humor Negro
18. Infantil, Banda Desenhada
19. Mangá made in Portugal
20. Pastiches à Portuguesa
21. Poesia e Poetas na Banda Desenhada
22. Policial em Quadradinhos
23. Private Joke
24. Sonhos & Pesadelos
25. Super-Heróis no Ano 3000 (1º tema criado no ano 2000)
26. Super-Heroínas no Ano 3000
27. Super-Heroínas versus Super-Vilãs no Ano 3000
28. Super-Vilãs no Ano 3000
29. Super-Vilões no Ano 3000
30. Tema Livre (há sempre essa possibilidade!)
31. 3001 Odisseia no Futuro
32. Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo na vida dos Super-heróis, e nunca lhe tinham mostrado
33. Western Alternativo
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A abrangência dos temas (imaginados por este mesmo bloguista que daqui vos fala), e a qualidade dos autores/artistas colaboradores, entre consagrados e novos, tem tido bons resultados, quer no acolhimento obtido junto dos "tertulianos" leitores -vários estão a coleccioná-lo -, mas também em termos de distinções obtidas exteriormente.

Efectivamente, o
TertúliaBDzine foi premiado com o título de "Melhor Fanzine", nos anos 2003 e 2004, pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

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