fanzines de banda desenhada

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Erotismo e/ou pornografia nos fanzines (I) - Autor: JCoelho

Entre o erotismo e a pornografia há uma ténue fronteira, e consensuais não são as opiniões quando se entra na análise de uma cena.
A prancha reproduzida no topo do "post" é da autoria de JCoelho (assim assina actualmente Jorge Coelho), pertencente à banda desenhada Zambujas, visionável nas páginas do fanzine Eros nº10. Quem quer classificar a terceira vinheta? Aceitam-se opiniões.
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Nesta mesma linha fluida entre erotismo e pornografia, integra-se a prancha concebida e realizada por Pepedelrey, com o acicate especial de permitir espreitar as pernas semi-nuas de uma freira, com o sexo apenas tapado por uma cruz. Eu, pecador me confesso: é uma imagem perturbante, visionável no "post" afixado uns dias antes, em Dezembro 28, 2007.

4 Comentários:

Às 11:22 da tarde , Blogger Silvares disse...

Caro Geraldes Lino, penso poder afirmar sem grande tremura nas palavras que esta prancha será erótica, não me parece nada pornográfica.
De facto, as imagens mais sexualmente explícitas servem a narrativa de forma eficaz, não são gratuitas. Por outro lado, não me parece haver intenção do autor em mostrar o acto sexual em si mas antes realçar uma atitude da narradora que poderá contribuir para clarificar e enquadrar alguns traços da sua personalidade.
Para finalizar devo dizer que me parece uma prancha bastante interessante no que diz respeito à sua dinâmica narrativa.
Bom ano.

 
Às 4:26 da tarde , Blogger Pepe disse...

Pois é Lino, na verdade é que é só porno---grafia. Sabes como é... O Autor é Coelho, estás à espera do quê?! Cambada de tarados! À terceira já se faz tarde e o desgraçado só pensa em beber mais uma e dar outra na dita narradora. Enfim, qualquer coisa assim. O erotismo está na panca de cada um e não é defenido por nenhuma cambada de gentinha inteligente que teima em rotular a coisa. A cena é porno ou erótica como cada um quiser, é imaginar ou não. Siga.
Abração.
Pepe

 
Às 1:46 da tarde , Blogger Sara Franco disse...

Pois eu cá acho que isso da dito vinheta ser erótica ou porno, é relativo. Neste caso, ela por si só não poderá ser "rotulada" sem se perceber primeiro todo o ambiente envolvente. Isto porque, na minha humilde opinião, o que distingue o erotismo da pornografia é precisamente algo para além da imagem. O erotismo vale precisamente pelo que não se vê. E não pelo que é mostrado gratuitamente.

 
Às 8:57 da tarde , Blogger Geraldes Lino disse...

Voltei aqui por acaso, gostei das respostas, e resolvi eu tb dar uma opinião.
Nas palavras do Silvares e da Sara Franco detectei a preocupação de tentarem perceber e definir esses dois conceitos (e todas as coisas têm definição, há-as em todas as áreas do conhecimento, e tal não impede que os criadores continuem a criar, é por isso que existem conceitos, tal como impressionismo, expressionismo, cubismo, mainstream, underground, etc.).
E estou de acordo - faz também parte do meu conceito - de não bastar que nas imagens haja o acto sexual explícito, com os órgãos sexuais visíveis, para se classificarem como imagens pornográficas.
Elas não o serão, se de facto estiverem inseridas num contexto ficcional que as justifique, em que elas completem, harmoniosamente, a evolução da trama dramática ("dramática" em "latu sensu").
Respondendo ao Pepedelrey: estás a simplificar a questão. Se assim fosse, um espectador dum filme "hard core" rasca, daqueles que começam e acabam da mesma forma que sabemos, se o espectador achar que não é pornográfico, o filme deixa de ser pornográfico?

 

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